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Delegado Walcely de Almeida
121 Views • Apr 10, 2024
Description
A chamada ‘Operação Squadrone’ conta com 100 policiais gaúchos e mais 90 agentes dos outros três estados. Eles cumprem 31 mandados de prisão, 40 ordens de busca e 26 bloqueios de contas bancárias.
O diretor geral do Denarc, delegado Carlos Wendt, destaca que a ação tem o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
“Através da integração entre a Polícia Civil dos quatro estados e, principalmente, o apoio logístico fornecido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, através da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência, foi possível realizar a operação à nível nacional”, afirmou.
No estado gaúcho, as diligências ocorrem em Cachoeirinha, Canoas, Gravataí, Triunfo, Sapucaia do Sul e Rio Grande.
A ação em Santa Catarina cumpre mandados em Balneário Arroio do Silva, Balneário Rincão, Balneário Camboriú, Criciúma, Içara, Itajaí, itapema, Joinville, Navegantes, Penha e Tubarão.
Outras ordens judiciais são executadas em Foz do Iguaçu e Miguel do Iguaçu, no Paraná, além de Ribeirão Preto e Itaquaquecetuba, em São Paulo.
A investigação começou há quinze meses, quando foram detidos um homem catarinense e uma adolescente, do Paraná. Na ocasião, eles foram flagrados enquanto vendiam crack no bairro Intercap, em Porto Alegre.
Após a detenção do casal, apurações revelaram a existência de uma associação criminosa entre duas facções, que negociavam a venda de armas e drogas. Um dos grupos atua em Santa Catarina. A outra é uma facção gaúcha que tem base no Vale do Sinos.
De acordo com o delegado Rafael Liedtke, um dos alvos da ofensiva era responsável pela conexão entre as duas facções. “Os traficantes gaúchos e catarinenses realizavam vultosas negociações com entorpecentes, principalmente cocaína e crack”, disse.
Ainda segundo o delegado, no intervalo de 15 dias, os criminosos movimentaram mais de R$ 5 milhões com a venda de drogas. O dinheiro era destinado para contas de empresas de fachada, localizadas no Paraná e em São Paulo, e também para uma casa de câmbio, em Santa Catarina.
Um dos principais investigados é um traficante português naturalizado brasileiro, que cumpre pena em Portugal. Ele fazia a comercialização de drogas em seu perfil nas redes sociais, e, com os lucros obtidos com a mercancia das drogas, sustentava verdadeira vida de luxo.
Outro investigado cumpre pena Penitenciária Estadual De Rio Grande. Mesmo preso, ele negociava a venda da droga conhecida como supermaconha ou “skunk”.
O diretor de investigações do Denarc, delegado Alencar Carraro, enfatiza que o departamento desenvolve continuamente investigações envolvendo as principais facções criminosas que atuam no RS e que são responsáveis pela pratica de crimes graves,
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